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Desconstrução, um passo além da demolição

Publicado no AECweb em 27 de outubro de 2011

A construção civil gera cerca de 60% do volume de resíduos que vão para os aterros, criando impacto ambiental e ônus aos cofres públicos. Parte desses resíduos é proveniente de descontaminação de solos e, principalmente, de demolições. Em tempos de terra rara e cara nas grandes cidades, a solução da indústria imobiliária tem sido pôr abaixo velhos prédios e casas para dar lugar a novos edifícios. Essa atividade vem merecendo a atenção de algumas empresas demolidoras que, além de retirarem os materiais inertes e reaproveitáveis como esquadrias, louça e metais sanitários, destinam o entulho para reciclagem. Na ponta do processo, este novo nicho de mercado – um aprimoramento do setor de demolição – devolve matéria-prima à indústria da construção civil.

A tendência instigada pela Resolução Conama 307, em vigor desde 2003, e agora fortalecida pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos, levou as construtoras a investir na gestão dos resíduos por elas gerados. “A demolição é uma fatia do mercado que gera resíduo e, graças a essa legislação, as construtoras foram obrigadas a se adequarem, o que puxa toda uma cadeia produtiva junto”, diz Gilberto Meirelles, presidente da Abrecon – Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição.

“Cada construtora tem um plano individual de gerenciamento de resíduos. Ele é obrigatório e segue normas e leis que caracterizam os materiais por classe, ou seja, têm produtos que são recicláveis e outros que são destinados diretamente a aterros. Antes de iniciar a obra, já é descrito quais são os tipos de materiais que serão gerados e o que será feito deles”, explica Meirelles que confirma o surgimento no mercado de novas empresas ou a transformação de demolidoras convencionais em empresas que se dedicam a desconstruir imóveis com critério.

No entanto, a atividade depende muito mais de a construtora ter seu plano de gestão de resíduos do que da própria demolidora. “A demolidora é contratada e deve cumprir rigorosamente o que foi definido pela contratante, além de ser responsável pelo transporte e destinação dos materiais. Porém, a construtora acaba tendo dificuldade na rastreabilidade dos produtos, e a demolidora pode mentir”, alerta. O ideal é buscar no setor empresas com histórico e credibilidade, já que não existe uma padronização de procedimentos nessa atividade.

Situação mais confortável é o das construtoras de empreendimentos desejam as certificações como o AQUA ou o LEED. “Esse é o jeito seguro para o cliente final saber que comprou um imóvel que atende as premissas da sustentabilidade, desde a eventual desconstrução e correta destinação dos resíduos de um edifício pré-existente até os recursos embarcados no novo empreendimento.

O presidente da Abrecon constata que, nos últimos anos, houve uma evolução real das soluções de destinação e reciclagem dos materiais, tanto de demolição como dos canteiros. “Há um novo mercado de fornecimento de insumos resultantes da reciclagem, que chegam a ter preços 30% menores do que um produto original” , diz, destacando outra boa prática: “é possível deslocar um britador móvel para o canteiro que, depois de separar o concreto do entulho, tritura o material. Esse concreto pode ser reutilizado na própria obra como pedra ou areia, dependendo do tipo de equipamento utilizado. Quando a obra não consome todo o material reciclado que gerou, o restante é comercializado”.

Meirelles afirma que é muito comum a não utilização pela obra de tudo o que foi reciclado. Neste caso, desenvolvem-se projetos de logística reversa. “Às vezes, a obra não permite por questões de licenciamento, de espaço ou volume, que seja realizada a reciclagem. Fazemos, então, um acordo com a construtora. Ficamos com o material, britamos em uma área de unidade fixa, e devolvemos no mesmo caminhão em forma de matéria-prima” , relata, comentando que o procedimento foi utilizado por sua empresa num contrato com a Subprefeitura de Jabaquara, em São Paulo.

Já os itens que as empresas de desconstrução retiram intactos de uma edificação são comercializados por lojas especializadas em produtos de demolição. “Esses comerciantes compram os produtos de uma demolidora e os vendem da mesma forma que os materiais de construção em geral. A única diferença é que os produtos vendidos são usados, como madeira e tijolo. É um mercado que existe há alguns anos, mas muitas pessoas desconhecem”, comenta.

A receita das recicladoras vem de duas frentes: quando recebem o resíduo – inclusive a valores inferiores aos pagos pelas construtoras quando utilizam o aterro – e na venda do reciclado. “É vantagem para os dois lados: para quem está gerando e para a recicladora que tem uma receita de entrada – tratar o material – e uma receita de comercialização do produto. Essas duas fontes são necessárias para a conta fechar, senão o empreendimento não para em pé”, garante.
Fundada em janeiro de 2010, a Abrecon tem 21 associados e já mapeou 120 empresas recicladoras em atividade no país. “Acreditamos que tenha mais 300 empresas, mas ainda não conseguimos mapear. No ramo da construção civil, a Abrecon é a única que reúne demolidoras e recicladoras, e tem como objetivo disseminar reciclagem de resíduos no país”, afirma Meirelles.

Rio vai investir quase R$ 1 bilhão na gestão do lixo em 2012

Publicado no Jornal do Brasil em 26 de outubro de 2011

O lançamento da versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu que os lixões a céu aberto serão proibidos no país a partir de 2014 e todos os municípios serão obrigados a separar os resíduos para realizar um descarte ambientalmente correto. Com isso, as cidades estão cada vez mais incrementando seus investimentos na Gestão de Resíduos Sólidos.

Na cidade do Rio de Janeiro não será diferente: A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos do Município (Seconserv) confirmou que o orçamento da Comlurb para 2012 enviado à Câmara dos Vereadores prevê que o planejamento do destino de detritos no município implicará em investimentos da ordem de R$ 991,3 milhões.

O aterro de Gramacho, situado em Duque de Caxias, será desativado e substituído pelo Centro de Tratamentos de Resíduos de Seropédica, que já está operando desde abril deste ano, recebendo, diariamente, 3.000t de resíduos. Em dezembro passará a receber 4.000t.. Esse CTR será responsável pelo recebimento de 80% da quantidade de lixo diária produzida pela cidade e o restante será despejado no aterro de Gericinó.

Segundo a Seconserv, atualmente, a quantidade de materiais recicláveis da Coleta Seletiva realizada pela Comlurb no Município do Rio de Janeiro em 2011 é de 707 t/ mês. Esse volume é encaminhado às cooperativas de catadores cadastradas pela Comlurb.

A Companhia de Limpeza Urbana do Rio e o BNDES apostam atualmente em um projeto orçado em R$ 50 milhões para aumentar a capacidade de reciclagem e organizar a atividade dos catadores. Seis centrais de triagem serão implantadas. A primeira delas, dentro da usina da Comlurb, em Irajá, já está em fase de construção e deverá receber até 20 toneladas diárias de materiais recicláveis, gerando trabalho e renda para cerca de 200 catadores. A previsão é de que fique pronta em seis meses (abril de 2012).

Para debater os desafios e soluções do setor, a Planeja & Informa idealizou o Workshop Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que será realizado no dia 10 de novembro, no Rio de Janeiro. O objetivo é buscar modelos e experiências nacionais e internacionais no manejo de resíduos sólidos e apresentá-los aos profissionais de Construção Civil, Meio Ambiente, Saneamento e para a área acadêmica e governamental (prefeituras, governos estadual e federal). Uma oportunidade para a capacitação de gestores e de difundir boas ideias que podem ser aplicadas por todo o país.

Para especialista, lixo passará de ameaça a oportunidade

Publicado em Inteligemcia em 26 de outubro de 2011

Brasil perde cerca de R$ 8 bilhões por ano com a falta de reciclagem. O conceito de Central de Tratamento de Resíduos chega para reverter esta situação

Após duas décadas tramitando no Congresso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto de 2010, representa um importante consenso envolvendo as partes dos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil, além de governo e sociedade civil.

Para Julius Stepansky, diretor de Operações da Haztec, o estabelecimento de um marco regulatório para a gestão desses materiais proporcionará benefícios ambientais, sociais e econômicos sem precedentes. “Segundo o IBGE, mais de 70% dos resíduos gerados no Brasil são destinados a lixões ou similares, sem qualquer tipo de tratamento”, ressalta o executivo. “Com a nova lei, a partir de agosto de 2014 nenhum lixo poderá ser despejado a céu aberto em todo o país”.

A PNRS determina outras metas ambiciosas e necessárias, como a implantação de coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e a geração de trabalho, emprego e renda. No caso da coleta, dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB/2008) revelam que 994 cidades dispõem desse serviço, ou seja, apenas 18% dos municípios em todo o território brasileiro.

Além dos benefícios ambientais e sociais, existe o valor econômico dos resíduos. Em estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, descobriu-se que o país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano com a falta de reciclagem.

Segundo Stepansky, o manejo racional e eficiente dos resíduos sólidos deixou de ser uma solução distante, futurista e ignorada. “A cada dia, estamos mais próximos de uma realidade onde o lixo passará de ameaça para oportunidade. No Brasil, está se popularizando o conceito de Central de Tratamento de Resíduos (CTR), considerada como a solução mais segura, moderna e eficiente para tratar diversos tipos de resíduos e para permitir a extinção definitiva dos lixões”, observa Stepansky.

Uma CTR é formada por um conjunto de tecnologias que evitam a poluição do solo, ar e água. Formada basicamente por um aterro sanitário que traz consigo um eficiente sistema de impermeabilização do solo, uma CTR tem a capacidade de transformar o chorume em água de reuso e o biogás gerado pelo metano em energia elétrica. Une-se a essas soluções a possibilidade de tratar resíduos da saúde, da indústria e entulho e ainda de abrigar ações de educação ambiental.

Certificação valoriza obra em 20%

Publicado Valor Econômico em 22 de Setembro de 2011

Pelo significativo consumo de água, energia, madeira e matéria-prima de origem mineral, o setor da construção civil é alvo da procura por selos verdes, agregando tecnologias para evitar o desperdício de recursos naturais e o descarte de resíduos. Obras que seguem princípios ambientais atestados pelo selo custam 5% mais caro. Mas, além da redução de custos após a construção, a valorização do empreendimento para revenda é de até 20%, de acordo com dados do sistema de certificação Leed, existente em 127 países. Entre centenas de obras em processo de certificação no país, estão cinco dos 12 estádios de futebol que terão jogos da Copa do Mundo de 2014.

O setor de construção é um dos maiores consumidores de insumos extraídos tanto de florestas plantadas como das áreas naturais. No entanto, menos de 5% da produção madeireira nativa é certificada, conforme dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Mais de 40% têm origem ilegal.

Como há esquemas para fraudar o sistema de controle e a documentação, mesmo a madeira considerada legal não tem garantias quanto à extração sem práticas predatórias. “O gargalo para a expansão da certificação está na distância entre produtores e compradores”, atesta Leonardo Sobral, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).

Segundo ele, o selo confere à madeira um sobrepreço entre 7% e 15%. “Enquanto os compradores alegam que falta produto certificado para atender a demanda, os produtores dizem que o problema está no desinteresse pelo produto mais caro”, explica Sobral. Praticamente toda produção certificada é destinada à exportação. “Com o dólar em queda, a tendência é o produtor olhar para o mercado interno como estratégico”, avalia. (S.A.)

Construção Sustentável é tema da Inova Rio 2011

Publicado no site Revista Sustentabilidade em 27 de setembro de 2011.

A Construção Sustentável é o tema da edição 2011 da mostra nacional de inovação Inova Rio, que será realizada pela Firjan. O evento é gratuito e promoverá discussões sobre as relações do setor da Construção Civil com temas como inovação, fomento, políticas públicas, grandes eventos, mobilidade urbana, eficiência energética e gestão de resíduos.

Nesta quarta edição, o Inova Rio reunirá empresas inovadoras de toda a cadeia da Construção Civil com foco em produtos e processos sustentáveis. O objetivo do evento é criar oportunidades de negócios em soluções inovadoras e atualizar os empresários em temas relevantes para o setor.

A escolha do tema Construção Sustentável foi baseada na importância deste para o estado e para o país, considerando os grandes investimentos que estão sendo realizados pelos programas de habitação do Governo, Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016.

As inscrições estão abertas e podem ser efetuadas no site da Firjan.

PALESTRAS CONFIRMADAS

Desenvolvimento da Construção com Inovação e Sustentabilidade
Palestrante: Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Materiais e Componentes para a Construção Sustentável
Palestrante: Vanderley John, coordenador do Comitê Temático de Materiais do CBCS e Professor da USP

Sistema Nacional de Avaliação Técnica
Palestrante: Maria Salette Weber, coordenadora geral do PBQP-H, Ministério das Cidades

Emissões na Construção Civil
Palestrante: Sérgio Besserman, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio

SERVIÇO
Inova Rio 2011 – Mostra Nacional de Inovação | Construção Sustentável
Evento gratuito
Dia: 20 e 21 de outubro de 2011
Horário: 8h30 às 18h30
Local: Sede do Sistema Firjan
Avenida Graça Aranha, 01, Centro, Rio de Janeiro, RJ

Resíduos da construção civil podem gerar renda para cidades e empresas

Publicado no Portal UOL em 16 de setembro de 2011

Grande parte dos resíduos da contrução é descartada em locais inapropriados, degradando o meio ambiente e comprometendo a paisagem local. Assoreamento de rios, agravamento de problemas relacionados a drenagens e inundações são algumas consequências do descuido com o descarte desses resíduos.

Segundo relatório do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cerca de R$ 8 bilhões são perdidos por não se reciclar o que é encaminhado para lixões e aterros brasileiros. A construção civil e a demolição representam 61% dos resíduos sólidos gerados no país, correspondendo a 90 milhões de toneladas de lixo por ano.

O potencial de lucro está em materiais como papel, plástico e ferro que podem ser reciclados e reaproveitados no processo construtivo. O volume de entulho das atividades de construção e demolição é duas vezes maior do que o volume de lixo sólido urbano na maioria das cidades.

Construção civil gera mil toneladas de entulho todos os dias na cidade

Publicado no site EPTV.com em 23 de agosto de 2011

Mais de mil toneladas. Esse é o volume do que sobra das construções em Ribeirão Preto todos os dias. O que muita gente não sabe, é que o responsável pela obra também deve se responsabilizar pelo despejo correto desse material. Para tentar diminuir o problema, a Associação de Transportadores de Entulhos deve começar a receber os restos de construção em no máximo três meses.

O crescimento cobra o seu preço e exige o seu espaço. A mesma construção civil que levanta prédios, casas e condomínios ,também deixa amontoados de entulhos. Por dia, o que sobra das obras em Ribeirão Preto, em média, enche mais de 500 caçambas.

Ribeirão Preto produz muito entulho e muitas pessoas não sabem o que fazer com ele. Por lei, quem faz uma obra, qualquer obra, também é responsável pelo que sobra dela. Entulho jogado em áreas públicas ou despejado em terrenos particulares pode gerar multas ou ainda o responsável pode responder uma ação na justiça. A Associação de Transportadores de Entulho quer recolher o material, mas só espera agora uma liberação da Cetesb.

Mas não é só transportar o entulho que dá lucro, reciclar também virou negócio. O diretor de uma empresa de recicláveis, Mário Gallo, acredita que 85% do material que sobra de uma construção podem ser recuperados. Somente de 10% a 15% dos restos ficam contaminados e viram lixo. A ideia, basicamente, é devolver à construção civil o que ela mesma jogou fora.

Apenas 20% do lixo do estado são destinados a locais apropriados

Publicado no Jornal do Brasil em 18 de agosto de 2011

O superintendente de Políticas de Saneamento da Secretaria de Estado do Ambiente, Victor Zveibel, afirmou que, de cerca de 10 mil toneladas de resíduos da construção civil, apenas 1.800 são identificadas e destinadas a locais apropriados. A declaração foi feita durante o primeiro dia do seminário “Política Nacional de Resíduos Sólidos”, realizado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta quinta-feira (18/08). Durante o evento, a presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Casa, deputada Aspásia Camargo (PV), disse que uma campanha de conscientização para reduzir a produção de resíduos sólidos no estado é necessária.

Zveibel assegurou que a secretaria está realizando um projeto-piloto em seis municípios da Baixada Fluminense: Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Mesquita, Nova Iguaçu e Nilópolis, definindo pontos de entrega voluntária do entulho de pequenas obras. “A secretaria está incentivando a utilização destes pontos, para que pessoas que realizam pequenas obras em suas casas possam dar um destino adequado aos seus resíduos. Mas também devemos cobrar das grandes geradoras, as empresas de construção civil, a responsabilidade com o entulho produzido”, lembrou.

Já para Aspásia, os resíduos de construção civil representam um grande perigo à sociedade, se despejados de forma irregular. “Precisamos estar atentos a este segmento dos resíduos que, graças ao ‘boom’ imobiliário que vivemos hoje no estado, vem crescendo cada vez mais. A conscientização é a saída para que futuras gerações possam atrasar possíveis efeitos dos danos causados ao ambiente”, reforçou a parlamentar.

A secretária de Meio Ambiente de Mesquita e presidente da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Kátia Perobelli, falou da experiência próspera que a cidade desenvolve, há seis anos, com a coleta seletiva. “Através da parceria do poder público, iniciativa privada e catadores, Mesquita conta, hoje, com cinco galpões, três caminhões e todo equipamento necessário para coleta seletiva. Esperamos que, até o final de 2012, 80% do município sejam atendidos por esta iniciativa”, garantiu.

O seminário terá mais um dia de atividades nesta sexta-feira (19/08), a partir das 14h, no Auditório Senador Nelson Carneiro, prédio anexo ao Palácio Tiradentes, com o tema “Política Nacional de Resíduos Sólidos – Desafios e Oportunidades”.

CBIC lança programa sobre sustentabilidade na Construção Civil

Publicado no site PiniWeb em 15 de agosto de 2011

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou o Programa de Construção Sustentável durante o 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado entre os dias 10 e 12 de agosto em São Paulo. O estudo foi desenvolvido por empresas do setor, professores, representantes do poder público, da sociedade civil e de movimentos sindicais. “As propostas aqui reunidas estão fundamentadas em experiências concretas que mostram que é possível viabilizar no Brasil uma indústria da construção sintonizada com os conceitos mais avançados já em prática em todo o mundo”, diz o presidente da CBIC Paulo Safady Simão.

A publicação trata de sete temas prioritários: água, desenvolvimento humano, energia, materiais e sistemas, meio ambiente, infraestrutura e desenvolvimento urbano, mudanças climáticas e resíduos. O programa traz de forma detalhada quais ações deverão ser realizadas referentes a esses temas para que a construção civil evolua de forma sustentável.

De acordo com o estudo, a sustentabilidade só será alcançada através de fomento via políticas públicas e setoriais e por aprimoramento jurídico. Depois, são necessárias melhorias na concepção do projeto, inovação tecnológica e uma melhor gestão de pessoas e processos.

“O Programa Construção Sustentável é uma proposta de convergência e diálogo que visa aperfeiçoar e compartilhar soluções, mostrando à sociedade brasileira que esse caminho é mais do que viável: é inevitável”, diz o documento. O estudo está disponível no site da CBIC.

Edifícios São Vito e Mercúrio viram asfalto ecológico e Prefeitura irá pavimentar 18 ruas

Publicado no Portal da Prefeitura de São Paulo em 12 de agosto de 2011

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, vai transformar os resíduos dos tradicionais edifícios São Vito e Mercúrio, na região central da cidade, em asfalto ecológico para pavimentação de 18 vias. Entre elas está a avenida Sapopemba, a mais extensa da cidade (com 5 mil metros de extensão), que terá pavimentado o trecho entre a Avenida dos Sertanistas e a Rua Bento Guelfi.

A iniciativa, com investimento de R$ 14 milhões, contribui para minimizar o impacto ecológico que os restos de obras de demolição podem produzir ao meio-ambiente, quando não recebem a correta destinação. As 18 vias a serem pavimentadas totalizam área de 72 mil m² e uma extensão de mais de 10,7 km nas Subprefeituras Campo Limpo, Freguesia do Ó, Guaianases, Itaquera, São Miguel e São Mateus.

O material proveniente de resíduos (entulho) da demolição dos prédios São Vito e Mercúrio será usado como sub-base para a pavimentação. Sobre esta camada será acrescentada uma, composta por restos de fresagem de ruas que estão recebendo recapeamento.

Este ano a Prefeitura já pavimentou 44 vias de terra com o mesmo sistema, totalizando aproximadamente 12,9 km de vias com novo asfalto. As Subprefeituras contempladas foram definidas devido ao cronograma de pavimentação e características físicas para pavimentação.
“Com a aplicação deste tipo de material nas ruas da cidade há um ganho significativo para o meio-ambiente, pois deixam de ser extraídos da natureza cerca de 44 mil metros cúbicos de brita, possibilitando ainda a redução do despejo de material inerte nos aterros e, consequentemente, um aumento na vida útil de operação desses locais”, afirma o secretário de Coordenação das Subprefeituras.

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